Em meio ao caos á mais de um ano em parte por causa da pandemia do novo corona vírus, em parte pela mal administração dos generais do poder, uma discussão se levanta; (Á realização das olimpíadas daqui a cerca de quatro meses).
Em matéria nos meios de comunicação, algo nos chama atenção:
Na matéria do globo por exemplo quando questionado sobre a realização das olimpíadas ainda neste ano o CEO do comitê de Tóquio proferiu a seguinte frase.
"- Há pessoas que dizem que os jogos deveriam ser adiados, mas, na minha opinião, adiá-los é impossível. Mantê-los em julho é a última opção - disse Muto, em entrevista ao "Kyodo News".
Realizado está breve introdução, podemos efetuar algumas análises.
O que é realmente essencial?
Seria a realização de uma Olimpíada algo tão inadiável a ponto de colocarmos pessoas dentro de aviões em todo o mundo para se juntarem em arenas de guerra em pró da competitividade? Competitividade essa que é tão fomentada desde de os princípios do estudo infantil.
Competir, competir, competir...
Ser melhor,
vencer, vencer, vencer...
Ser o primeiro.
Para muitos a realização de mais um evento não é um problema.
Soa sempre a seguinte frase;
"Temos protocolos rígidos".
Segui a pergunta;
Qual o motivo dos protocolos tão rígidos não estarem funcionando no futebol brasileiro por exemplo?
Todos os dias sabe-se de profissionais do meio contaminados.
Mas...
"Nenhum jogador morreu".
"Nenhum treinador morreu".
Sabe-se que á atenção dada a tais profissionais no que se refere a saúde é especial (o que não é nenhum problema), problema é os trabalhadores periféricos não terem a mesma atenção especial.
Em falando de Brasil enquanto o vírus se espalha com facilidade, os visíveis se contaminam e logo é dada a mais eficaz atenção, já os invisíveis lutam por fila de uma UTI, por respiradores, enquanto a constituição brasileira é rasgada a vista de todos, pois nela está que todo cidadão brasileiro tem direito a saúde de qualidade.
É certo que no que diz a Olimpíada pouco podemos fazer para a realização ou não realização (Estamos certos que este controle quem tem são os poderosos que visam somente o lucro financeiro que o evento pode causar), agora fato é que esse cenário só é mais uma demonstração do descaso dos poderosos com situações perigosas à toda população, mas para que se preocupar, se quando enfermo os poderosos pegam seus jatinhos, seus conversíveis, suas limousines e são recebidos com pompa nos hospitais e centros de saúde.
Trazendo para o cenário nacional brasileiro, o futebol continua a todo vapor, alguns do meio tentam sem sucesso convocar uma paralisação no esporte, mas são ignorados, taxados de loucos, exemplo disso foi o desabafo do treinador do América MG essa última semana, que claramente mais uma vez será ignorado.
O futebol, as olimpíadas são só alguns destes descasos.
O que é essencial?
Essencial é a vida de cada indivíduo, ou, ao menos deveria ser.
Mas ao que parece, a pandemia ainda NÃO conseguiu mostrar que precisamos voltar a coletividade.
O que precisará acontecer para sermos mais humanos, para sermos coletivos de verdade?
Enquanto isso, no estado do Rio de Janeiro a volta de torcida em jogos de futebol foi discutida na última semana, você leu correto, foi discutida.
A nós, população cabe o maior cuidado possível, a maior preocupação possível, estamos certos de que a população não é uma preocupação dos poderosos, dos governantes, a preocupação destes é somente com o jogo de poder e DINHEIRO.
A nós fica a sensação (talvez uma verdade), de que o melhor neste momento é não ficarmos enfermos, é não precisarmos de serviços de saúde, pois neste jogo de poder, onde o Dinheiro e o Consumo são o centro de importância da sociedade, onde saúde se tornou comércio (Quem já foi há um consultório médico e saiu com uma receita indicando de qual fornecedor comprar entende bem de que estou falando), fica difícil acreditarmos que estamos a salvo.
Alguns(nem todos) daqueles que felizmente ainda não perderam um familiar ou amigo próximo minimizam os efeitos desta pandemia, que independente de como surgiu ou de onde surgiu, ela está aí e está matando.
Fica o questionamento;
O que realmente é ESSENCIAL neste momento?
'Rodrigo Luiz Roque'
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