Um dia desses um amigo compartilhou uma experiência de vida comigo até meio desconfiado com o que eu acharia do que haveria de me falar.
Segundo ele, ao ir à padaria, chegando à porta, viu sentado a frente da padaria um morador de rua, não como esses viajantes que produzem artesanatos, que possuem algum tipo de trabalho, mas sim um pedinte daqueles que passam o dia pedindo dinheiro nas calçadas, segundo meu amigo ao passar por aquele cidadão ele decidiu que quando saísse daria umas moedas para o mesmo.
Meu amigo efetuou suas compras normalmente e ao chegar ao caixa e abrir a carteira, segundo ele tinha cinco reais e umas moedas trocados, naquele momento em seu coração segundo ele decidiu que aqueles cinco reais e aquelas moedas não pertenciam mais a ele, certo de que daria para o pedinte, neste momento a moça do caixa disse a ele, te darei R$ 2,50 de desconto, ele pagou a compra no cartão e ao sair da padaria deu o dinheiro ao pedinte, cinco reais e umas moedas.
Continuou me dizendo que ao chegar a sua casa, recebeu seu talão de energia mensal e ao olhar o valor, estava cerca de R$ 2,50 mais barato que os últimos dois meses, mesmo sendo um período de quarentena onde ele passou boa parte em casa com sua família.
Ao conversar comigo o mesmo me questionou se era apenas uma coincidência, pois na opinião dele era o universo conspirando a favor (mesmo que os valores para muito sendo insignificante), por ele ter dado aquela ajuda de coração e sem querer nada em troca!
Manifestei-me dizendo que em minha opinião era uma obra do criador, que por ordem D’Ele o que fazemos ao próximo retorna para nós, às vezes não percebemos por não estarmos tão atentos ao que está acontecendo a nossa volta em nosso dia a dia.
Uma coisa é fato, independente de qual seja sua crença, a certeza que nós dois chegamos neste diálogo é que fazemos parte de uma coletividade muito maior, onde todos nós somos semelhantes e teremos o mesmo fim nesta terra (Á morte), sendo que podemos sim olhar para o nosso semelhante sem julgar o quanto este contribuiu para chegar até esta ou aquela situação.
Sabemos que se individualizarmos a analise encontraremos situações que o individuo terá contribuído para sua própria decadência “financeira”, mas se aprofundarmos a analise veremos que em um país com cerca de 12,8 milhões de desempregados (Dados do IBGE em Abril de 2020) o Estado é o maior culpado por não prestar serviços básicos de qualidade a todo cidadão e que muitos destes pedintes sofrem sim com a ausência de politicas eficientes do Estado.
Cabe a nós buscarmos o bem da coletividade, tentar de alguma forma sermos mais caridosos, sem julgar o motivo que levou o semelhante a tal situação, mas sim contribuirmos para o bem do coletivo e assim em minha opinião, o Criador, na opinião do meu amigo o Universo irá conspirar a nosso favor, irá de alguma forma te devolver o bem que causou ao próximo (Este retorno não precisa ser material, a satisfação será o suficiente).
Fato é que não se sabe como foram utilizados os cinco reais e as moedas que o pedinte recebeu, se utilizou para se alimentar ou para atender qualquer outro desejo seu, mas naquele dia caso o mesmo não teve uma pequena refeição ou um café, foi apenas por culpa dele, estamos certos que o coletivo contribuiu de alguma forma para que ele pudesse comprar ao menos alguns pães e um café.
E você, o que acha desta situação, obra de Deus, do Universo ou apenas uma coincidência?
Parafraseando Clóvis de Barros Filho sobre a sua interpretação de Jesus, A vida que vale a pena ser vivida é a vida em completa função do outro... Uma vida onde se você não existisse não permitiria o sorriso no outro, ou sem a sua existência a vida do próximo não teria sido diferente, impactada e etc, sabemos que, ao fazer um bem pra vida de alguém, vamos ficar mais sensíveis e logo perceberemos o retorno, sempre quando feito sem a intenção de um.
ResponderExcluir- Luãn Costa
Muito bom a reflexão.....
ResponderExcluirE sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.
Romanos 8:28
No Evangelho encontramos a lição mais primorosa de Jesus Cristo para todos nós: aquela lição que Ele deu para nós principalmente com a sua vida: a lição da entrega, do amor, do fazer a vontade do Pai para congregar todos os homens e mulheres de todos os tempos e lugares, no amor e na fé para a vida plena e para a salvação. A lição de Jesus é a lição do amor.
ResponderExcluir“Amar a Deus sobre todas as coisas”, com toda a força, capacidade, entendimento e sabedoria. Esse é o maior, o primeiro mandamento. E nós sabemos que amar a Deus é, de fato, o maior deles. Mas esse mandamento desdobra-se num outro, que é o segundo: o amor ao próximo. E Jesus diz então: “o segundo é semelhante a este”. “Amai-vos uns aos outros como a si mesmo”.
- Dom Manoel Delson