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Escravidão e o Racismo: Como combater?

Nos últimos meses tem sido frequentes os escândalos envolvendo acusações de prática de racismo em todas as faixas da sociedade.

Casos no futebol até interromperam partidas. "Foi aquele negro ali".


Entregador de lanches sendo boicotado por cliente. "É um abuso mandar um negro me atender".


Uma mulher negra que foi escravizada por 38 anos. "Ela fazia parte da família, por isso não tinha salário".


Não entraremos a fundo em cada fato, mas quem tem acompanhado as notícias e telejornais pode comprovar tais fatos.
O que acontece é que os escândalos aumentaram muito nos últimos meses.
Então temos alguns questionamentos:

Qual a causa de está vindo a tona tão Derrepente?
Seria alguns querendo lacrar?
É um assunto que por ser polêmico, dá ótimas matérias?
O racismo e a escravidão existe e estamos mais propensos a denunciar?
Ou a mídia se aproveita do momento do Brasil para dividir ainda mais as classes e assim fazer valer o ditado "Dividir para destruir"?

Em meu ponto de vista todas as respostas estão corretas, mas o último se encaixa melhor, sim caro leitor, a resposta é complexa.
Primeiro temos que destacar, (o racismo sempre esteve patente na sociedade.)
Pessoas negras sempre foram boicotadas (com raras excessões) e levadas ao mais baixo escalão da periferia.

Segue um superficial dado histórico...
Historicamente cargueiros de negros escravos desembarcaram no Brasil até a lei áurea. Quando a escravidão acaba, não por amor a humanidade  como muitos aprenderam na escolinha, mas sim por uma luta britânica para gerar consumidores e isso chegou ao Brasil,

O mundo precisava de mais (consumidores para tantos produtos), desta forma foram forçados a abolir a escravidão pois seus navios de escravos eram interceptados em auto mar e o Brasil começará também a sofrer sanções pela abolição da escravatura. Na nova visão de mundo, agora o negro poderia comprar e favorecer o comércio.

Mas houve os efeitos colaterais.
Quando a escravidão é abolida, os negros são forçados a ir para rua formando as diversas favelas ou continuavam a trabalhar  para seus donos, agora em uma escravidão disfarçada em troco de prato de comida, nada mudará, eram apenas alterado a nomenclatura de Escravo para Funcionário.
As escravas negras continuavam nas casas trabalhando por prato de comida ou eram forçadas a se transformarem em profissionais do sexo.
Ou seja; os negros saíram da escravidão para extrema miséria do dia para noite, sem nenhum amparo social, não existiu nenhum projeto social para integrar os "ex escravos" a sociedade, imagine o caos que se formará.
Estes fatos não são contados nas aulas de história, claro os poderosos do pais continuam formando máquinas através do ensino altamente manipulador de mentes.
As escolas públicas com um nível nem perto de ensino das particulares, formam os peões.
As particulares formam os chefes dos peões.
E no final todos são infelizes trabalhando em algo que odeiam e fortalecendo um sistema carnificina, gerador de mente depressiva, o gerente não tem tempo para a família, pois vara noite dia cuidando de peão. O peão não tem tempo para a família, pois vara noite dia trabalhando para não ser demitido e quem ama este cenário são as indústrias farmacêuticas vendendo caixas e mais caixas de anti depressivos, mas este é outro assunto, para um outro momento.

Contado está pequena parte da história de forma bem resumida o escravo nunca deixou de ser escravo, a escravidão nunca deixou de existir, só passou a ser legalizada, disfarçada, o escravo continuou sendo sacrificado.
O escravo sendo negro, criou-se uma ideia de uma raça inferior que tinha que servir a uma superior.
Desta forma veio se perpetuando pelos séculos, um mal que demorará a ser realmente combatido.
Essa incredulidade, é pelo fato de tantas denúncias em jornais conceituados, discursos aclamados, choro em rede nacional dos mais nobres complacentes ter um só objetivo, se aproveitam deste mal que é o racismo e tentam ainda mais dividir o país em classes.
O objetivo é criar o caos em busca de derrubar poderes, e levantar outros poderes, uma mera dualidade.
A bola da vez é a militância contra racismo, mas em pouco tempo será outra a militância.
Deixo claro que sendo negro, mesmo nunca tendo sofrido racismo diretamente(nem em nível social, nem trabalhista), sei que é um mal a ser combatido, mas não é de longe o desejo das mídias ou grandes empresários do país, no fim terá um negro sendo subjugado na fazenda de algum.
Combater o racismo, não funcionará com discursinho em televisão para ganhar pontos de audiência.
Combater o racismo não será colocando negros contra brancos e vice versa.
Para combater o racismo é preciso começar do princípio, nas escolas, mostrando que negros e brancos são iguais e ensinando que viemos e acabaremos em lugares semelhantes.

Se o branco aprender desde cedo através do ensino que o negro é igual a ele.
Se o negro desde cedo aprender que tem a mesma capacidade do branco, em poucos anos teremos pessoas melhores e o racismo poderá enfim começar a ser combatido. 
O fato é que a história real precisa ser contada, e é claro, não é feito, pois não favoreceria ao sistema autoritário do poder nacional. (Não o poder político, mas o poder econômico, que é quem realmente manda nos politicos e no país).
Já se perguntou: por que a escravidão começou?
Ou, por que causa a escravidão foi abolida?
Por que os africanos foram os mais afetados?
E os índios brasileiros, foi realmente cordial o encontro com os portugueses?
Não houve carnificina de aldeias indígenas? Não há carnificina de aldeias indígenas no século XXI?

Não lhe darei spoiler nem links, caso deseje faça este exercício e procure a fundo descobrir se estas faces da história foram contadas nos livros da escola de forma correta e eficaz.

Concluo que com o mecanismo atual utilizado o racismo e a escravidão não acabará, só estamos colocando lenha na fogueira e criando mais diferenças entre brancos e negros, assim como héteros e gays, religiosos e ateus...

Tudo começa pelo ensino, pela educação.

"Rodrigo Luiz Roque".

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