(Telemedicina (do grego τελε, distância) trata do uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações para o fornecimento de informação e atenção médica a pacientes e outros profissionais de saúde situados em locais distantes.)
O Assunto Telemedicina tomou corpo no Brasil em 2019 com grandes discussões e discordância sobre a sua regulamentação, agora durante a pandemia do Corona Vírus mais uma vez tomou força. Em conceito diz-se utilizar de “tecnologias modernas da Informação e telecomunicações” o que em nosso país ainda deve ser chamado de “Atendimento Telefônico”.
Levando em consideração o conceito e o uso da tecnologia, entende-se que é um enorme avanço, atendimento à distância, sendo assim não precisa que o paciente esteja presencialmente no consultório para receber um atendimento inicial.
Por outro lado, deve se ter uma grande preocupação, tendo em vista que o médico está em apenas uma das pontas, podendo sim este tipo de atendimento trazer certos riscos ao paciente.
No exterior existem países em que o paciente já agenda uma consulta e entra em uma vídeo-chamada diretamente com o médico, envia fotos de hematomas, manchas, torções e se necessário é enviado um médico ou uma ambulância até o paciente, mas estamos falando de países como Israel por exemplo.
O que nos trás a uma reflexão é; uma saúde que no Brasil há décadas vem se arrastando com pacientes largados a própria sorte em corredores de hospitais e unidades de saúde o Governo/Estado teria então encontrado uma forma de sanar os problemas de atendimento na saúde básica de sua população?
Seria possível resolver o problema das gigantescas filas com a Tele-Consulta? Uma medida como essa tomada em meio à pandemia seria realmente eficaz?
Alguém vai então dizer, “mas pelo menos algo está sendo feito”, o velho jargão de que “o fim justifica o meio”.
Uma forma de atendimento que há alguns anos sofre relutância no meio de entidades médicas para entrar em vigor em nosso país vem tomando corpo durante a pandemia e pouco a pouco vai se consolidando.
Em tempos de Pandemia o distanciamento é necessário, está evidente a necessidade deste acompanhamento, a dúvida é como ele será administrado em pró da sociedade?
Outra questão é: estaria o estado se aproveitando da pandemia para passar a Telemedicina por baixo dos panos e colocá-la em execução, apenas para aumentar índices de atendimento, sem ter comprovação Científica que ela surtiria efeito no Brasil?
Ou, até mesmo sendo apenas mais uma medida que visa atender fins políticos, camuflado em um suposto “Atendimento a População”?
Deve-se ter uma atenção até mesmo com a facilitação de prescrições de medicamentos para inflar o uso da indústria farmacêutica e laboratorial!
Há esta altura nenhuma hipótese está descartada, desta forma cabe a população acompanhar de perto todo este movimento do Estado, verificar quantos milhões/bilhões serão movimentados e se o efeito será sentido na ponta.
É fato que durante a pandemia é uma necessidade tal atendimento, no entanto pós-pandemia é algo que precisa ser muito bem avaliado e verificado pela população, certo é que o sistema de saúde necessita de melhorias e aperfeiçoamento em vários setores até chegarmos ao estágio de injetar dinheiro PÚBLICO em telemedicina.
"Rodrigo Luiz Roque"
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